Investigadores acusados de receber propina e vazar operações a traficantes têm condenação mantida pelo TJ‑SP

  • 15/03/2026
(Foto: Reprodução)
Delegacia Sede de Peruíbe (SP) Polícia Civil/Divulgação O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) manteve a condenação por improbidade administrativa de três investigadores acusados de receber propina e repassar informações sigilosas a traficantes em Peruíbe, no litoral de São Paulo. A decisão confirmou a sentença de primeira instância, com ajuste nas sanções aplicadas. Segundo o processo, os investigadores Rodrigo de Castro, Marcos Masek e Humberto Mangabeira teriam facilitado o tráfico de drogas ao vazar detalhes de operações policiais da Delegacia de Peruíbe. Como punição, eles deverão pagar multa equivalente a 20 vezes o último salário recebido como servidores públicos. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp. A investigação foi aberta pelo Ministério Público (MP) em 2017 e apontou que os investigadores teriam recebido propinas semanais de cerca de R$ 2,5 mil de traficantes, prática que, conforme o MP, ocorreria ao menos desde 2015. De acordo com a acusação, Humberto Mangabeira seria o líder do esquema, atuando com a intermediação de um advogado ligado aos traficantes. O MP sustentou que ele repassava informações sobre pontos de venda de drogas e havia acordos para evitar prisões durante operações policiais. Ao longo do processo, Humberto confessou o recebimento dos valores e firmou um acordo de delação premiada com o MP, no qual solicitou exoneração da Polícia Civil. Ele afirmou, porém, que os acordos tinham como objetivo evitar confrontos armados. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Já Rodrigo de Castro e Marcos Masek negaram participação no esquema. A defesa de Marcos alegou que ele apenas cumpria ordens superiores. A Justiça, no entanto, destacou que havia indícios de recebimento de valores e de conhecimento sobre a dinâmica do grupo. Em junho de 2025, a 2ª Vara Cível de Peruíbe havia condenado os três à perda da função pública, suspensão dos direitos políticos por cinco anos e ao pagamento de multa de 100 vezes o último salário. No caso de Humberto, a multa havia sido reduzida para 40 salários em razão da delação. As defesas recorreram, alegando que a sentença não observou a nova Lei de Improbidade Administrativa, alterada em 2021, que prevê critérios de proporcionalidade e limita a multa a até 24 vezes a remuneração. Ao analisar o caso, os desembargadores da 9ª Câmara de Direito Público ajustaram as penas e fixaram a multa em 20 salários para todos os réus. A multa de Humberto também foi reduzida para esse patamar. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

FONTE: https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2026/03/15/investigadores-acusados-de-receber-propina-e-vazar-operacoes-a-traficantes-tem-condenacao-mantida-pelo-tjsp.ghtml


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