Em áudio, lutador Melqui Galvão confessa ter tocado em aluna após achar que ela estava dormindo

  • 01/05/2026
(Foto: Reprodução)
Em áudio, Melqui Galvão confessa ter tocado em aluna após achar que ela estava dormindo O lutador e professor de jiu-jitsu Melqui Galvão, preso por suspeita de estupro, confessou em um áudio enviado à família de uma aluna que tocou na menina ao acreditar que ela estava dormindo. A mãe da vítima não será identificada para preservar a filha menor de idade. O áudio foi enviado como pedido de desculpas à família da vítima, que morava em Jundiaí (SP) e treinava na academia do professor. O g1 não localizou, até a última atualização desta reportagem, a defesa de Melqui Galvão para comentar sobre as acusações. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Em um momento, nos 12 minutos e 37 segundos até 13 minutos e 55 segundos da gravação, o suspeito afirma que tocou na barriga da aluna enquanto ela estava deitada ao lado de uma amiga. Ele diz que acreditava que a menina estava dormindo e que queria conversar com ela a sós em um quarto. "Eu não coloquei a mão por baixo da blusa da sua filha. Sua filha estava deitada em cima da [nome], a barriga dela estava aparecendo e eu toquei na barriga dela. Eu toquei rapidamente, eu achei que ela estivesse dormindo, uns três segundos talvez, no máximo. Me arrependo profundamente disso. Me arrependo profundamente de ter feito isso. Eu não dei remédio para ela dormir. A mesma alantoína [calmante] que ela tomava, eu também tomava", diz Melqui. O lutador afirmou que não chamou a aluna para o quarto com intenção sexual. Disse que os cômodos não tinham chave e que seria "impossível fazer qualquer coisa" com outras pessoas na casa. Segundo ele, queria apenas conversar com a menina longe dos demais. "Eu nunca passei mais do que um beijo no rosto dela e um abraço nela", declarou. Segundo a Polícia Civil, o conteúdo contribuiu para a prisão do suspeito em Manaus (AM), após denúncias reunidas pela 8ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), que investiga relatos de abusos envolvendo ao menos três vítimas. De acordo com a Polícia Civil, o áudio, de 16 minutos e 42 segundos no total, ajudou a comprovar indícios de autoria e materialidade do crime. Com isso, a Justiça decretou a prisão temporária de Melqui na terça-feira (28), em Manaus . Até a tarde de quinta-feira (30), não havia previsão de transferência do suspeito para São Paulo. No áudio, o suspeito admite comportamentos e pensamentos considerados impróprios para a relação entre professor e aluna. Em um trecho, entre os 7 minutos e 29 segundos e 7 minutos e 56 segundos, ele afirma estar em dívida com a família e diz que deixou registros escritos que podem ser usados contra ele no futuro. "Eu estou na mão de vocês para o resto da vida agora. Eu fiz questão de deixar alguns registros escritos para que vocês possam usar, inclusive contra mim", diz Melqui. Em outro trecho, entre 10 minutos e 57 segundos até 11 minutos e 34 segundos, o suspeito afirma que tinha uma relação de maior proximidade com a vítima, diferente do que dizia manter com outras alunas. "As pessoas falam demais, mas eu não tenho envolvimento com ninguém, eu não tenho aproximação de nenhuma aluna, eu trato todas com respeito, eu não deixo nenhuma delas se aproximar de mim demais, todas me chamam de professor, nenhuma delas chega com brincadeira comigo, nenhuma me toca. Talvez tenha sido isso que eu tenha falhado com a [vítima], deixar ela se aproximar, deixar ela me tratar de uma forma diferente e isso criou coisas na minha cabeça. Não é culpa dela, a culpa é minha, tá? Mas é o que eu tenho para falar hoje. Se você denunciar, muita gente vai se prejudicar." OUÇA TAMBÉM: ÁUDIO mostra Melqui Galvão confessando ter tido 'comportamento' impróprio com vítima Nos minutos finais, entre 15 minutos e 27 segundos e 15 minutos e 51 segundos, o suspeito afirma que nunca chantageou a vítima e nega que forçaria qualquer relação sexual. "Eu nunca chantageei sua filha, jamais teria uma relação sexual com ela ou qualquer coisa do tipo, forçando, não é meu tipo isso, não é meu tipo, eu não faço isso. Eu, todo esse tempo, confundi as coisas, pela forma como ela se comporta. Eu errei de deixar talvez ela ter algumas intimidades comigo e eu não dou intimidade para ninguém. A minha cabeça confundiu as coisas e eu fiz o que eu falei para você que eu fiz aqui. Eu não fiz mais do que isso", acrescentou o suspeito. Melqui Galvão é lutador de jiu-jítsu Reprodução/Redes sociais Prisão em Manaus A prisão temporária de Melqui Galvão foi determinada pela Justiça de São Paulo e conduzida pela Polícia Civil. As denúncias apontam pelo menos três vítimas — entre elas, uma adolescente de 17 anos. Segundo a investigação, há relatos de atos libidinosos não consentidos durante competições e a gravação em que o treinador admite indiretamente o ocorrido, tentando evitar que o caso fosse levado adiante com promessa de compensação financeira. Outras vítimas também relataram episódios semelhantes, incluindo uma que tinha 12 anos na época dos fatos. Além da prisão temporária, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em endereços ligados a ele em Jundiaí, no interior paulista. Initial plugin text Reações, banimento e repercussão A prisão gerou ampla repercussão no meio esportivo. O filho do treinador, Mica Galvão, disse viver um momento difícil e pediu investigação rigorosa. A campeã olímpica Amit Elor, nora de Melqui, cobrou responsabilização e incentivou vítimas a denunciarem. O lutador Diogo Reis, amigo próximo de Mica, afirmou ter gratidão por Melqui, mas defendeu que as denúncias sejam apuradas e repudiou qualquer forma de violência contra mulheres e crianças. Em nota conjunta, CBJJ e IBJJF anunciaram o banimento imediato de Melqui Galvão, proibindo sua participação em eventos e atividades ligadas às federações. As entidades afirmaram sentir "profunda indignação" e destacaram que as ações atribuídas ao treinador violam princípios éticos básicos do esporte. Também reforçaram o compromisso com a segurança de praticantes, especialmente crianças e adolescentes, e ressaltaram que casos de abuso serão tratados com rigor. Professor de jiu-jítsu, Melqui Galvão é preso por suspeita de abuso sexual contra alunas Montagem/g1/Reprodução/Redes sociais Acompanhamento psicológico de vítima A mãe de uma das vítimas denunciou que o homem usava promessas de carreira e ameaças de cortar patrocínios para manipular e silenciar as alunas. Ao g1, a mulher conta que a família registrou um boletim de ocorrência após a filha relatar o crime aos pais. Desde então, a atleta está afastada dos treinos e recebe acompanhamento psicológico. A mãe detalhou como Melqui usava a estrutura de apoio que oferecia — como alojamento, alimentação e passagens — para chantagear as atletas. Fachada da academia de Melqui Galvão em Jundiaí (SP) Reprodução/Google Maps Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sorocaba-jundiai/noticia/2026/05/01/em-audio-lutador-melqui-galvao-confessa-ter-tocado-em-aluna-apos-achar-que-ela-estava-dormindo.ghtml


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